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Metabolismo do ferro

Capacidade total de ligação do ferro

Referência geral: 45–72 µmol/L

O que indica

A capacidade total de ligação do ferro mede quanto ferro o sangue poderia transportar se todos os sítios de ligação disponíveis estivessem ocupados. Como quase toda essa capacidade pertence à transferrina, o exame é uma medida indireta de quanta transferrina está circulando. Descreve o tamanho do sistema de transporte, e não a quantidade de ferro que passa por ele.

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Valores altos e baixos

A capacidade elevada é vista com mais frequência na deficiência de ferro, quando o organismo produz mais transferrina em resposta aos estoques esgotados, e também na gravidez e com medicamentos que contêm estrogênio. A capacidade reduzida acompanha com mais frequência a inflamação crônica, a infecção, a desnutrição, a doença hepática e a síndrome nefrótica, situações em que a produção de transferrina cai ou há perda de proteína, e também pode aparecer na sobrecarga de ferro. O valor se move lentamente em comparação com o ferro sérico, o que o torna útil, mas nunca conclusivo isoladamente. Um resultado fora da faixa habitual é motivo para repetir o painel e discuti-lo com um médico.

O que afeta o resultado

A gravidez, os contraceptivos orais, a suplementação recente de ferro e qualquer doença aguda deslocam o valor, e amostras colhidas fora do jejum acrescentam ruído, por isso prefere-se a coleta matinal em jejum. É lida em conjunto com o ferro sérico e a ferritina, e principalmente por meio da saturação da transferrina, a razão calculada entre o ferro e a capacidade; a transferrina medida diretamente informa a mesma grandeza subjacente por outro método.

Os intervalos de referência são valores gerais para adultos e dependem do laboratório, do método, da idade e do sexo. Servem de orientação, não de diagnóstico — discuta os resultados com o seu médico.