A contagem de hemácias é o número de eritrócitos em um dado volume de sangue. Junto com a hemoglobina e o hematócrito, descreve o tamanho da população de hemácias, e é a contagem a partir da qual se calculam os índices eritrocitários. Isoladamente, diz menos sobre a oferta de oxigênio do que a hemoglobina, porque as células variam na quantidade de hemoglobina que cada uma carrega.
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Uma contagem reduzida acompanha, na maioria das vezes, anemia por perda de sangue, por deficiência de ferro, de B12 ou de folato, por doença crônica ou doença renal, ou por sobrevida encurtada das hemácias. Uma contagem elevada reflete, na maioria das vezes, desidratação, ou uma resposta sustentada à baixa oxigenação, como tabagismo, altitude ou doença pulmonar crônica; raramente aponta para uma produção excessiva primária da medula óssea. Em algumas condições a contagem e a hemoglobina se afastam uma da outra, com muitas células pequenas e pouco preenchidas, o que em si é informativo. A direção indica onde procurar em seguida, e a interpretação cabe ao médico.
O volume plasmático desloca o resultado sem alterar a massa eritrocitária real, de modo que desidratação, sudorese intensa, gravidez e fluidos intravenosos a modificam. A postura no momento da coleta e o tempo prolongado de garroteamento causam pequenas alterações. É interpretada junto com a hemoglobina e o hematócrito, e com o VCM, a HCM, a CHCM e o RDW, que transformam a contagem bruta em uma descrição do tamanho das células e do seu conteúdo de hemoglobina.
Os intervalos de referência são valores gerais para adultos e dependem do laboratório, do método, da idade e do sexo. Servem de orientação, não de diagnóstico — discuta os resultados com o seu médico.