A ferritina é a proteína que armazena ferro dentro das células, e a pequena quantidade que circula no sangue acompanha o tamanho das reservas de ferro do organismo. Reflete quanto ferro está depositado no fígado, no baço e na medula óssea, e cai antes que as contagens de hemácias se alterem. É também uma proteína de fase aguda, portanto responde tanto à inflamação quanto ao ferro.
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Ferritina baixa aponta, na maioria das vezes, para reservas de ferro esgotadas — perda de sangue, absorção deficiente ou ingestão que não acompanhou a demanda; é o marcador isolado mais específico de deficiência de ferro. Ferritina elevada reflete, na maioria das vezes, inflamação, infecção, doença hepática ou álcool, e não sobrecarga de ferro, embora condições hereditárias de acúmulo de ferro e transfusões repetidas também a elevem. Como a inflamação a eleva, um valor sem alterações não exclui reservas baixas. Um resultado fora da faixa é motivo para repetir o exame e conversar com um médico, e não um diagnóstico.
A ferritina sobe durante qualquer doença aguda e por semanas depois, de modo que se apresenta alta enquanto uma infecção ou crise está em curso; suplementos de ferro e transfusão recente também a elevam. É lida em conjunto com o ferro sérico, a capacidade total de ligação do ferro, a transferrina e a saturação da transferrina, que separam reservas esgotadas de uma elevação inflamatória. Em uso prolongado de ácido acetilsalicílico, de um inibidor da bomba de prótons ou de ferro oral, costuma ser acompanhada ao longo do tempo, em vez de julgada a partir de uma única coleta.
Os intervalos de referência são valores gerais para adultos e dependem do laboratório, do método, da idade e do sexo. Servem de orientação, não de diagnóstico — discuta os resultados com o seu médico.